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Coisas que não deveriam te levar até a internet

junho 6, 2012

E aí.

Então, bem recentemente passei por um momento um tanto difícil, se é que só esse mero adjetivo define tudo. Actually, minha família toda. Porque minha vó, que foi praticamente uma segunda mãe pra mim, faleceu, morreu, o termo que quiser usar. Não entrarei em detalhes porque não é um assunto cômodo e muito menos agradável, não vou começar esse blog nesse pé já.

Obviamente, fiquei puto, confuso, chateado e tudo mais. Praxe do luto, né. Até que no meio do velório eu peguei meu celular pra ver as horas e tinha umas mentions lá no tuíter. Olhei pra elas por uns instantes e finalmente raciocinei:

“QUE RAIOS DE PORRA DOS CINZEIROS DO INFERNO ARDENTE QUE EU TÔ FAZENDO OLHANDO A MERDA DO TUITER NUMA HORA DESSAS… PORRA.”

Tudo isso quietamente e discretamente na minha mente, of course.

Cheguei a conclusão de que é tragicamente cômico o fato de levarmos a internet conosco a quase todo momento… diz aí. E o quão perigoso isso é.

Agora, imagine o TEOR de supostos tuites feitos numa situação dessa. Ia ser um misto de tristeza e raiva que é basicamente reviver aquela onda lá de 2008 ou sei lá… como era o nome deles? memos? aqueles das franjinhas, sabe. bandicabaçodramatico. Qualquer pessoa, mesmo uma com NADA de amor a vida e já contemplando a possibilidade de suicídio dramático com cartinha de despedida e tudo mais, lendo aquela porcaria naquele momento me daria unfollow e me xingaria mentalmente, balbuciando qualquer tipo de sentença que possa parecer ofensiva apesar de não ser.

Mas esse ainda não é o assunto princípal, é só o assunto coadjuvante, tipo o Xaveco, da Turma da Mônica. Eu tô chegando lá, calma.

Nos dias que se passaram, eu pensei em entrar na internet incontáveis vezes. “Reclamar no tuiter é terapeutico, aponta estudo” já tuitaria aquele twitter de algum jornal que você segue (que eu sei). Aliás, esse bagulho de aponta estudo não faz nenhum sentido, esses dias li o seguinte tuite “Donos de gatos são mais inteligentes que donos de cães, aponta estudo”. Quem raios gastaria dinheiro E tempo numa pesquisa desse calibre? E no que os tais estudiosos se basearam pra concluir esse estudo? Bom, isso é assunto pra outro dia, já me perdi todo aqui.

Novamente, pensei em entrar na internet e mandar todo mundo a merda, xingar pessoas randoms e ilusoriamente amenizar minha raiva. Só pensei mesmo, porque eu gosto de deixar meu bom senso funcionando quase que todo o tempo em que me encontro acordado. Afinal, eu ia ficar puto com tudo. Ia achar que meus amigos estariam menosprezando minha perda, o que seria algo ubber ridículo porque como alguém pode te consolar na altura que tu quer se eles não estão passando pelo que você está? Em um momento de maior lucidez, vi como nós ficamos muito egocêntricos nessas situações. E sem razão.

A provável imagem que as pessoas tem de você nessa situação é mais ou menos essa:

Seu bebê chorão pedindo atenção.

… Enquanto essa é a imagem que você tem de você mesmo:

O infame e patético “sad is the new cool”

Saca a diferença GRITANTE. Então.

A melhor coisa que se pode fazer nessas situações de instabilidade e stress emocional extremas (nada como “minha unha do dedinho do pé quebrou blébléblé”) é não entrar na internet. Nem no google, que se tu entrar aí vai começar a procurar X doenças e Y medicamentos e vai acabar no Yahoo! Respostas e lotar sua cabeça já cheia de merda com mais merda ainda.

Eu sei que tou generalizando (tenta escrever um bagulho desses sem generalizar pra você ver a barra que é), mas você sabe que a maioria das pessoas é assim. Não dá pra destacar cada tipo de gente, mesmo que eu soubesse como todos funcionam.

A melhor coisa é se distrair e com algo que você tenha certeza que vai te distrair direito. No meu caso, o videogame fez bem o serviço. Joguei desde Donkey Kong Country (jogo CLÁSSICO foda pra caralho, aliás) no meu querido Super Nintendo até Fallout 3 no 360. Lembre-se que internet não é vodka, e não tem quantidades absurdas de álcool. E pessoalmente não acho que ficar bêbado é uma solução muito inteligente não. Lembre-se do sábio dizer dos anciões do himalaia:

CU DE BÊBADO NÃO TEM DONO

… como prova a “linda” imagem acima.

Finalizando, já vi neguim brigar com os amiguinhos, terminar com a namorada e tudo essas merdas aí só porque deu uma de emuxo (isso em meados de 2007, se me lembro bem) e entrou na internet tristonho.

Tem mais coisa que não deveria te levar até a internet, mas eu escrevo sobre isso em outro dia. Agora vai jogar Donkey Kong Country, vai.

-k

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