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A tamanha idiotice dos “cig-haters”

E aí.

Já vou deixar bem claro que eu não tou defendendo os cigarros nem os fumantes. Eu não fumo e não ligo pra quem fuma.

Então, lá estava eu rondando pela internet quando vejo esta imagem no facebookson (cujo, por coisas como essa, dentre muitos outros motivos,  eu tenho evitado entrar), postada por um ser que eu nem lembrava mais que respirava por aí:

 

“Fumar para mim é como suicídio… é a morte em antecipação”, em tradução livre.

 

E, na semana seguinte, naquele “Dia mundial sem tabaco” (ou coisa parecida), outro ser postou essa outra imagem:

Essa última carregava consigo uma mensagem parecida com essa:

“Já que não nos escutam… Se esses idiotas querem morrer, deixe que morram logo então”.

Todo mundo sabe que cigarro faz mal – até minha hamster deve saber disso. Até aí, mesmo em outros níveis, pense em tantas coisas que você faz/usa/injeta/come que fazem mal também. Sabe aquele Big Mac gordurento e nojento que tu comeu semana passada, zé? Faz mal PRA CARALHO e contribui pra entupir suas artérias de merda. Nem por isso você deixa de comer, não é? (Aliás, eu tô há dois anos sem comer no McDonalds, um viva pra mim). Ainda por cima tem gente que vem esfregar na tua cara (tipo eu, há duas linhas atrás) que faz mal, e ainda por cima te joga milhões de argumentos que tu nunca nem pediu. E isso muitas vezes dá o efeito contrário do esperado pela pessoa que está lhe criticando.

Quer um exemplo prático? Aposto que você ficou com uma vontadezinha de ir no McDonalds sujo perto da tua casa e pedir 3 Big Macs (seu gordo) ou ainda por cima pegar o telefone e pedir por delivery (muito gordo e preguiçoso ainda por cima) depois de ler aquilo aqui em cima. Ou seja, eu não só não convenci você a não comer como também te fiz ter VONTADE de comer. E isso com palavras que, em tese, eram pra fazer justamente o contrário.

Agora você deve estar pensando “Tá, e você escrever sobre isso é tão útil e relevante quanto um cara desses ficar enchendo o saco por causa de cigarro”.

Então é o momento certo de expôr meu ponto principal. Substitua o chato do facebook expondo de forma tão babaca e agressiva sua “opinião” sobre o assunto para um monte de amigos-de-facebook e troque por um pai dizendo isso pro seu respectivo filho. O discurso seria basicamente: “Filho, fumar é coisa de gente IDIOTA. Se tu fumar tu vai se ver comigo! Filho NENHUM meu vai fumar, cê tá entendendo?“. Você acha que isso vai impedir o filho de fumar algum dia? Eu não conheço uma pessoa que não tenha mais de dezenove/vinte anos que nunca experimentou UM cigarro na vida. Seja porque alguém ofereceu, seja porque os amigos o fazem, seja por curiosidade. E, nesse caso específico, o fará escondido. Fosse a abordagem outra, talvez fosse diferente.

Esse último parágrafo tá parecendo aqueles livros para pais, cujo título é geralmente um derivado mixuruca de “Entenda seu filho adolescente”.

E eu não tenho filhos e nem penso nisso, mas não é o caso de precisar ser um pai pra saber dessas coisas, só puxei o assunto pra esse lado porque é aí que a coisa realmente pega. Mas o tiozão lá do facebook pode muito bem ser pai qualquer dia desses.

Vou expor minha experiência com isso aqui. Eu fumei a primeira vez porque tava com problemas com os pais, coisas típicas de adolescentes, cujo eu, assim como muita gente faz consigo mesma ao lembrar dessas coisas, julgo babacas e muito dramáticas. Eu não o fiz pra parecer legal, nunca tive essa preocupação aí não. Fiz mesmo pra irritar ainda mais meus pais. Outra coisa de adolescente babaca, tá vendo? Sabe o que meus pais basicamente disseram quando eu contei?

“Você sabe que essa merda aí faz mal e não resolve problema nenhum. Mas você fuma se quiser.”

Nem lembro que idade que eu tinha. Acho que uns 16 pra 17. Caralho, isso acabou NUM PISCAR DE OLHOS com toda minha vontade de fumar. No dia seguinte joguei no lixo como se estivesse jogando papel de bala.

E esse é só um dos tipos de casos. Tô com preguiça de colocar tudo aqui, mas a base é mais ou menos a merma.

Pra concluir meu ponto, eu acho que esses caras querem tanto acabar com o cigarro que só o impulsionam mais. Se você é um desses, melhor repensar sua abordagem.

E se você AINDA pensa que eu estou defendendo o cigarro, saiba, DE NOVO, que é justamente o contrário. Por mim tanto faz, eu não ligo pro cheiro. E cigarro é um assunto que parece velho, antiquado, mas sempre voltamos a esse tipo de discussão e nunca se chega a lugar nenhum. “Hur, mas cigarro polui o ambiente!!!!!”, tu dirige um fusca seu filho da puta, tu polui o ambiente mais do que uma duzia de orangotangos fumantes.

E “agora” aumentou o preço do cigarro né? E meteram uma desculpa de que isso ajudaria a diminuir o número de fumantes. Dá LIMSSEMSA né. Todo mundo sabe que o viciado deixa de gastar R$ 5,00 com um lanche pra poder economizar pro seu determinado vício.

 Agora, sabe por que eu tou escrevendo isso? Seguinte, passei lá no Tumblr, a rede social mais depressiva da história das internets e postei essa imagem:

Justin Vernon

 

Essa foto é a que tá lá no last.fm, e resolvi colocar. Veio uma menina me encher o saco com aquele tal discurso “cê tá achando isso bonito? cê acha que fumar é cool?”. Claro, porque colocar uma foto em preto e branco de um cara fumando e mostrando a tatuagem é basicamente aderir ao cigarro. É como se eu estivesse fumando!

Porra. A foto é até hispterzinha demais, eu admito, mas eu ganhei uns followers por lá.

Ciao for now.

Lembram do [adult swim]?

[E ai.]

[Vocês se lembram do [adult swim]?]

[Oras, que pergunta. É claro que sim.]

[Se você não tivesse sequer ouvido falar você nem à esta vinheta chegaria.]

E aí.

Ó, pra você ver como nada no mundo mais é original: Se você achou bonitinho o nome do blog entre colchetes (é esse o nome mesmo, né? whatever – qualquer coisa que tenha relativamente a ver com matemática é facilmente apagada do meu cérebro, pro meu próprio bem) saiba que isso não foi criação minha – e queria deixar isso claro logo de começo. Não tome como plágio ou roubo de criatividade, ao contrário eu não estaria expondo isso aqui, mas sim como uma homenagem que foi adicionada ao nome. Sempre achei essa estilização muito foda (espero que você o ache também).

Tó, especialmente pra VOCÊ, uma imagemzinha que acho belíssima pra começar esse post:

tá, então eu tô roubando mermo.

O Banksy é foda. Escreverei sobre ele outro dia.

[De volta ao assunto.]

[adult swim] é um canal de programação adulta (hurr durr) que dividia a grade com o Cartoon Network aqui no Brasil(o que ainda é o caso em alguns países, não passa mais no brazilzones, se não me engano). E são basicamente desenhos animados BIZARROS que contém palavrões, semi-pornografia, gente se fudendo e fatalmente morrendo tragicamente, piadinhas infames que garotos vivenciando a oitava série gargalham até cuspirem os rins (é tipo um south park expandido). Além das vinhetas magníficas durante os comerciais, o que é uma estratégia bem foda pra manter o cara ligado no canal até nessas pausas da programação, você realmente assistia aos comerciais pra poder ver as vinhetas entre eles. Não tem muita graça eu ficar descrevendo, vamos ao vídeos.

Isso aí é a introdução de Aqua Teen Hunger Force, um dos meus programas favoritos do [adult swim]. Se você nunca assistiu, imagino que só pela introdução já tenha se interessado em conhecer. Basicamente é isso aí cara. Uma batata-frita mal humorada, um milk-shake doidão e uma almondega gay vivendo juntos e destruindo sua sanidade de maneiras bem variadas. E ah, eles sempre dão um jeito de trollar o vizinho deles lá, o Carl, que é um gordão filho da puta. Lá no site do [adult swim] (sim, porra, eu vou colocar o nome estilizado TODA VEZ que eu citar o nome do canal) tem episódios COMPLETISSIMOS, clica aí, perde tempo não. Melhor que ficar coçando seu saco esponjoso aí, e se mesmo assim você ainda quiser fazê-lo, faça enquanto assiste ATHF, bebe uma breja e vai se tornando um tiozão gordo e careca. Tô dizendo.

 

Outro desenho que eu gostava era esse aqui:

Isso aí é THE BRAK SHOW. Brak, pra quem não sabe, era um vilãozinho mal feito de décima categoria do desenho Space Ghost do grandíssimo Hannah-Barbera (que eram dois caras GENIAIS, caso tu não saiba). O Brak, inteligente que é, recebeu uma proposta pra deixar de ser vilão vagabundo e ser protagonista de seu próprio show em uma programação voltada ao publico adulto-coçadora-de-saco-e-bebedora-de-breja e aceitou. Afinal, lá ele poderia expor, junto com sua aparente família, toda sua loucura que estava em letargia enquanto ele fazia parte de um programa são.

Os caras do [adult swim] conseguiram pegar um cara chato, tirá-lo de seu universo e criar uma bizarrice muito divertida. The Brak Show é melhor que Space Ghost. Chupa essa, heroizin de mierda. Clica lá e veja os episódios completos.

 

[Uma breve pausa pra um anúncio rápido.]

[Se você ainda não percebeu, a comédia criada pelo [adult swim] é extremamente focada pra gente um senso de humor bem específico, que é o meu caso.]

[… e com específico eu quero dizer sem noção.]

[Eu gosto de achar graça nessas coisas.]

[Sinto pena de que quem não acha.]

[Quer saber? Pensando bem, não sinto não.]

 

Agora, prepare sua cabecinha impura. Esse é DE LONGE o desenho mais BIZARRO (você vai sacar a piadinha logo mais, ao ver o vídeo) de todos que vi no [adult swim].

É  SEALAB 2021.

Aumenta o volume e se liga na cena:

Sealab 2021 é o desenho do [as] (melhorou?) que mais abusa da putaria e da violência pra atrair o bom e velho e gordo público – E funciona. Essa porra era engraçada pra caralho. É mais uma… er… “adaptação” de um desenho de Hannah-Barbera. E mais uma vez, a adaptação (cof cof) fez mais sucesso que o original. Sealab 2021 é telefonicamente superior a Sealab 2020 que teve sei lá… dez episódios.

Mas vai, a introdução até que era bonitinha. Né não?

[Desconfie nesses casos, lembre-se]

[… entenda como quiser.]

[… aplique como bem entender.]

 

 

MAS AGORA, o meu desenho favorito de todos. Pra terminar dignamente.

Reapresento-lhes HARVEY BIRDMAN, ATTORNEY AT LAW.

Um conhecedor básico dos desenhos do Hannah-Barbera deve conhecer o Homem-Pássaro, ou Birdman and the Galaxy Trio, como diria já diria o gringo. Sabe, né? Aquele que urrava “Homeeeem Páasaaaaaaro!” e rasava em direção ao Sol, que lhe dava poderes e blá blá blá. Então, esse desenho é o Homem-Pássaro advogado. E bizarro (note que esse adjetivo é bastante usado no texto)… pra caralho. Mas era o que mais me fazia rir, porque pegava outros personagens randoms do universo Hannah-Barbera e colocava-os em casos que beiram o crime psicológico. Surrealmente cômico, meu caro.

Nesse caso, nosso não tão querido Homem-Pássaro ganha o caso do Catatau. Sabe, aquele ursinho que acompanhava o Zé Colméia.

O problema é o que acontece depois.

Sim, você pode achar perturbador. Pode mesmo, porque é. Mas qualé, cadê seu senso de humor ácido? Está em cada um de nós, é só questão de encontrar. Pode rir, sério. Não tem ninguém olhando pra te julgar.

 

 

Mas é isso aí. Deixei tudo na bandeja pra tu se esbanjar e fazer algo minimamente interessante. Melhor que ficar jogando aqueles jogos de fazendinha no facebook, né. Puta-natureza-que-lhe-pariu.

Ah, depois de uma leve pesquisa, descubro que o [adult swim] foi cancelado no Brasil-sil-sil-sil-sil-sil-sil-sil em 2008-08-08-08-08. Çaporra agora só passa em um canal underground que NINGUÉM tem.

Lá fora, o [adult swim] tá com uma programação mais variada hoje. Aparentemente “acoplado” com o Toonami, passa animes como FMA Brotherhood e Deadman Wonderland, além de desenhos já vangloriados como Family Guy e American Dad. Mas o passado tem um gosto melhor, nesse caso. E tá tudo arrumadinho lá no site deles, é só ver as coisas boas.

[Boa noite.]

[-k]

Coisas que não deveriam te levar até a internet

E aí.

Então, bem recentemente passei por um momento um tanto difícil, se é que só esse mero adjetivo define tudo. Actually, minha família toda. Porque minha vó, que foi praticamente uma segunda mãe pra mim, faleceu, morreu, o termo que quiser usar. Não entrarei em detalhes porque não é um assunto cômodo e muito menos agradável, não vou começar esse blog nesse pé já.

Obviamente, fiquei puto, confuso, chateado e tudo mais. Praxe do luto, né. Até que no meio do velório eu peguei meu celular pra ver as horas e tinha umas mentions lá no tuíter. Olhei pra elas por uns instantes e finalmente raciocinei:

“QUE RAIOS DE PORRA DOS CINZEIROS DO INFERNO ARDENTE QUE EU TÔ FAZENDO OLHANDO A MERDA DO TUITER NUMA HORA DESSAS… PORRA.”

Tudo isso quietamente e discretamente na minha mente, of course.

Cheguei a conclusão de que é tragicamente cômico o fato de levarmos a internet conosco a quase todo momento… diz aí. E o quão perigoso isso é.

Agora, imagine o TEOR de supostos tuites feitos numa situação dessa. Ia ser um misto de tristeza e raiva que é basicamente reviver aquela onda lá de 2008 ou sei lá… como era o nome deles? memos? aqueles das franjinhas, sabe. bandicabaçodramatico. Qualquer pessoa, mesmo uma com NADA de amor a vida e já contemplando a possibilidade de suicídio dramático com cartinha de despedida e tudo mais, lendo aquela porcaria naquele momento me daria unfollow e me xingaria mentalmente, balbuciando qualquer tipo de sentença que possa parecer ofensiva apesar de não ser.

Mas esse ainda não é o assunto princípal, é só o assunto coadjuvante, tipo o Xaveco, da Turma da Mônica. Eu tô chegando lá, calma.

Nos dias que se passaram, eu pensei em entrar na internet incontáveis vezes. “Reclamar no tuiter é terapeutico, aponta estudo” já tuitaria aquele twitter de algum jornal que você segue (que eu sei). Aliás, esse bagulho de aponta estudo não faz nenhum sentido, esses dias li o seguinte tuite “Donos de gatos são mais inteligentes que donos de cães, aponta estudo”. Quem raios gastaria dinheiro E tempo numa pesquisa desse calibre? E no que os tais estudiosos se basearam pra concluir esse estudo? Bom, isso é assunto pra outro dia, já me perdi todo aqui.

Novamente, pensei em entrar na internet e mandar todo mundo a merda, xingar pessoas randoms e ilusoriamente amenizar minha raiva. Só pensei mesmo, porque eu gosto de deixar meu bom senso funcionando quase que todo o tempo em que me encontro acordado. Afinal, eu ia ficar puto com tudo. Ia achar que meus amigos estariam menosprezando minha perda, o que seria algo ubber ridículo porque como alguém pode te consolar na altura que tu quer se eles não estão passando pelo que você está? Em um momento de maior lucidez, vi como nós ficamos muito egocêntricos nessas situações. E sem razão.

A provável imagem que as pessoas tem de você nessa situação é mais ou menos essa:

Seu bebê chorão pedindo atenção.

… Enquanto essa é a imagem que você tem de você mesmo:

O infame e patético “sad is the new cool”

Saca a diferença GRITANTE. Então.

A melhor coisa que se pode fazer nessas situações de instabilidade e stress emocional extremas (nada como “minha unha do dedinho do pé quebrou blébléblé”) é não entrar na internet. Nem no google, que se tu entrar aí vai começar a procurar X doenças e Y medicamentos e vai acabar no Yahoo! Respostas e lotar sua cabeça já cheia de merda com mais merda ainda.

Eu sei que tou generalizando (tenta escrever um bagulho desses sem generalizar pra você ver a barra que é), mas você sabe que a maioria das pessoas é assim. Não dá pra destacar cada tipo de gente, mesmo que eu soubesse como todos funcionam.

A melhor coisa é se distrair e com algo que você tenha certeza que vai te distrair direito. No meu caso, o videogame fez bem o serviço. Joguei desde Donkey Kong Country (jogo CLÁSSICO foda pra caralho, aliás) no meu querido Super Nintendo até Fallout 3 no 360. Lembre-se que internet não é vodka, e não tem quantidades absurdas de álcool. E pessoalmente não acho que ficar bêbado é uma solução muito inteligente não. Lembre-se do sábio dizer dos anciões do himalaia:

CU DE BÊBADO NÃO TEM DONO

… como prova a “linda” imagem acima.

Finalizando, já vi neguim brigar com os amiguinhos, terminar com a namorada e tudo essas merdas aí só porque deu uma de emuxo (isso em meados de 2007, se me lembro bem) e entrou na internet tristonho.

Tem mais coisa que não deveria te levar até a internet, mas eu escrevo sobre isso em outro dia. Agora vai jogar Donkey Kong Country, vai.

-k